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Homossexualidade no Trabalho
Paulo Bergsten Mendes

Recentemente li um artigo na Revista Você S/A (Edição 75, Setembro 2004) sobre homossexualidade no trabalho. O artigo abordava a questão do pré-conceito dentro de trabalho, o medo de assumir-se para com os colegas de trabalho ou superiores, as políticas organizacionais formais de inclusão, e a questão das vantagens de formar equipes de trabalho com integrantes de diversas origens, experiências e grupos sociais.
A princípio, toda e qualquer iniciativa favoreça as minorias deve ser recebida de braços abertos. O conceito ainda está restrito a poucas iniciativas isoladas, mas segundo especialistas em relações sociais e trabalhistas, a gestão de pessoas para diversidade seria uma tendência.
Eu acho muito lindo tudo isso.
Mas será que essas políticas de empresas boazinhas valem pra valer? E daí, continuo indagando. As travestis de Campinas vão um dia poder escolher a onde trabalhar: num supermercado, num caixa de banco, na administração de uma escola, ou nas ruas do Bosque mesmo? Acho isso tudo tão fantasioso.. É legal saber que empresas estendem espontaneamente benefícios diversos para conjugues homossexuais, e mais importante ainda a não discriminação no ambiente de trabalho devido à homossexualidade. Mas o que tenho sérias dúvidas é se tais empresas cidadãs empregam homossexuais assumidos, portadores de necessidades especiais e mais negros porque estão sensíveis para com as necessidades das minorias, ou por outros motivos, como, por exemplo, porque a tais práticas geram uma imagem mais positiva para essas empresas, ou seja, vende mais (geral lucro)?
Uma das formas de lucrar acontece quando os empregados beneficiados com políticas de inclusão se tornam mais produtivos, pois passam a vestir a camisa da empresa. Em outras palavras, nesse caso a empresa "compra" uma maior fidelidade e motivação de seus empregados implementando uma gestão para diversidade. A outra forma de lucrar seria fazer grandes anúncios de que ela é uma empresa tão da vanguarda, que até inclui as minorias nas prioridades de contratação.